FLAVIO O SAPIENTE

blog que conterá o melhor da filosofia flavística

sábado, 30 de dezembro de 2006

Frase do dia: camarão que dorme a onda leva. Acabei de assistir o filme "Metrópoles", um filme mudo de ficção científica de 1927, de direção do alemão Fritz Lang. Não vou contar o filme, quem tiver acesso (em Curitiba há cópias em DVD e VHS no Instituto Goethe) assista, só vou adiantar que ele tem uma visão um tanto quanto catastrófica do futuro ( a história se passa em 2025), o que me levou a ter a seguinte reflexão em relação a estas previsões catastróficas: 1) Elas são baseadas em dados e fatos colhidos na realidade. 2) Apesar disto elas nunca se cumprem. O que me conforta, pois desde que me conheço por gente eu sou bombardeado por previsões deste tipo: são jazidas de cobre que eram para acabar em já no início da década de 90, e apesar de estar só raspa ainda tem, é o petróleo que praticamente desde que foi descoberto estou prevenindo o seu fim; é a água que vai acabar; fora os desastres ecológicos que se prevêem no dia "Dia Depois de Amanhã' e lotou platéias no cinema, (a propósito, eu não vi o filme), e a Superintessante que mal saiu as bancas e já esgotou (eu também não li a revista), o que faz se chegar a seguinte conclusão: desgraça vende. A atração do ser humano pela desgraça alheia fica bem claro pela grande atenção que chama um acidente, é só uma bicicleta bater com uma carro e alguém ficar ferido para surgir numa rua parada centenas de pessoas, e sempre surge a pergunta: "alguém morreu?" e decepção indisfarçável com uma resposta negativa. E para alguém que mora num bairro violento como eu, o comentário "nossa, você viu, faz um mês que na matam ninguém", e a riqueza de detalhes e os comentário infindáveis que faz sobre o ilustre morto, e é claro, pode o mais sem-vergonha do bandidos, daqueles que nem a própria gosta, sempre vem um comentário do tipo: "coitadinho", "era tão bonzinho". Isto faz lembrar uma personagem de humor, que se tratava de uma estrangeira, que era sempre ludibriada com caras tentando comê-la e ela em vez de se tocar ainda comentava: "brasileiro tão bonzinho". Mas voltando ao assunto previsão, o homem é péssimo em adivinhar seu próprio futuro. Um exemplo é o cinema, na série Jornada nas Estrelas diz que já estaríamos fazendo viagens espaciais na década de 90. continuando no cinema, éramos para estar indo de um local para outro em carros voadores, nos teletransportando, viajando a velocidade da luz, etc. E em quase todas as áreas do conhecimento humano há estas previsões: na literatura, nas artes plásticas, na música, nas ciências, e até na filosofia tem estas previsões; o que vê-se uma série de erros , uns atrás do outro, todos eles bem fundamentados. Gostaria de ler este livro: "2015 Como Viveremos", para ver o que não vai acontecer daqui a 10 anos. Os únicos futurologistas que eu conheço que mais acertaram do que erraram, foram JulesVerne e Nostradamus. Inclusive não acredito que o segundo seja um profeta, para mim ele é apenas um cara que soube ver bem a natureza humana, o que ele deixa bem claro quando diz que todos entendessem as centúrias elas não se cumpririam, ora elas não se cumpririam porque os erros seriam evitados antes mesmo que acontecessem, o que nos mostra que não há nada de místico aí. Mas por que esta necessidade de adivinharmos nosso futuro, porque nunca estamos no presente, ou estamos com saudades do passado ou desejando o futuro, o presente é sempre duro demais para todos. Um grande problema dos gastos públicos deste país não é a Lei de Responsabilidade Fiscal, como muitos dizem, mas a falta de gestão, infelizmente a maior parte do dinheiro público é desperdiçada em obras mal planejadas (como a ponte sobre o Rio Paraná que liga os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul que faz uma um curva), inacabadas, desnecessárias, funcionários públicos que utilizam o telefone para ligações particulares; o sistema de licitação poderia ser modificado, por exemplo caneta que absolutamente todos os setores públicos utilizam, poderia ser comprado de uma vez só em grandes quantidades para todos eles, abriria-se mão das personalização (como as canetas dos carteiros que tem o símbolo dos Correios), e ter-se-ia uma compra mais barata. Aliá se fosse seguido aquele método cheio de S criado pelos japoneses que todo muno acha idiota, já renderia uma economia e tanto, e setores onde há número excessivo de funcionários, eles seriam demitidos, o que me faz ser conta estabilidade empregatícia dos funcionários públicos. Deve haver um planejamento a longo prazo, como nenhum dos grandes problemas do Brasil vão se resolver em 4 anos , ninguém faz nada para começar; por sinal, os problemas do Brasil são 5: Educação Deficiente, Corrupção em todos os níveis, Justiça que não funciona, Burocracia excessiva e Má distribuição de renda, e como se vê, cada problema tem causa um e efeito o outro, é um Jokeipo com 5 elementos, que até as pombas já saem como resolver, mas meus amigos, quem fazer alguma que precisa de pelo menos um geração para resultado positivo pensando na próxima eleição, este é problema da democracia, Para começar ela é uma quimera, pois o povo é mais manipulável que argila fresca, Duda Mendonça que o diga, e segunda, não para fazer um trabalho decente em 4 anos. Solução, não sei. O que eu penso sobres isto, já estou cansado de me preocupar com esta raça dos infernos. Concluindo: quero mais que o mundo pegue fogo e os bombeiros estejam de greve. Algumas pessoas reclamando do porque da demora, é que estou cheio de trabalho para fazer, e realmente fica difícil escrever direto, farei de tudo para atualizar um vez por semana, mas que isto fica difícil. "Grandes pintores foram Giotto, Rembrandt, Ticiano e Goya. Eu sou apenas um embromador que compreendeu seu tempo e tirou o que pode da imbecilidade, da vaidade e da ganância de seus contemporâneos" (Pablo Picasso)

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