FLAVIO O SAPIENTE

blog que conterá o melhor da filosofia flavística

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Mostra o seu que eu mostro meu

Você já ouviu falar em Tuvalu, pois bem é esta ilhinha simpática logo acima. Tem como das principais fontes de renda a extensão ".tv", não que ela cobre uma fortuna, mas o pouco que cobra é suficiente para que todos na ilha tenha direito a um chequinho no final do ano. Pois bem, ela vai desaparecer, assim com Maldivas, Kiribaiti, boa parte da Micronésia, Ilhas Maurício... Tudo por que em Copenhagen ficaram naquela mostra o seu que eu mostro o meu, ou seja, cada jogando no outro a culpa da própria imutabilidade, esquecendo-se mque fazem todos parte do mesmo planeta. Oxála que auto declarados hereges, como Luiz Felipe Pondé, que não acreditam que o homem é responsável pelo aquecimento global estajam certos, por que senão o futuro será feio. Imagine que tristeza saber que seu país vai sumir! Mas realmente não dá para se esperar muito do ser human0, o homem só conhece a linguagem do dinheiro, e é capaz de negar o óbvio por causa dele, fora que o o homem comum também não faz nada para mudar. Para começar, você separa seu lixo, eu separo o meu.
"A natureza é inexorável e vingar-se-á completamente de uma tal violação de suas leis" Mahatma Gandhi

Ad hoc et ab hac

Fala-se muito mal dos poderes executivo e legislativo, principalmente do último, mas considero o judiciário a maior fonte de injustiça deste nosso país, olha só a contradição, logo quem deveria cuidar da justiça é a que mais afasta o povo dela. Nossa justiça tarda e falha, é cara, dispendisiosa e assim como era frânces da burguesia no início do século 20, que servia para se diferenciar do povo, é o latim da corte. Eu não sou nenhum idiota, mas sinceramente não consigo entender boa parte do que se fala nas sentenças judiciais deste país. Penso, seu eu que tenho ensino superio completo não consigo entender o que fala nossos excelentíssimos juízes, o que dizer do pobre cidadão comum, da empregada doméstica que processa o patrão porque este tentou estuprá-la. Outra coisa que não deixa de me impressionar são os malabarismos verbais que se faz para justificar ricos e poderosos não irem a prisão. Vamos a um exemplo, se alguém ligar agora para a polícia dizendo que existe cocaína na minha casa, não passa por juíz decidir se há indícios para aceitar a denúncia, simplesmente a polícia sem pedir licença invade minha casa, revira toda ela, e no final o máximo se que eu recebo é "me desculpe" dependendo do humor do policial. Nosso adoráveis políticos e poderosos são salvos, não a mínima possibilidade de um deles ser sequer invstigado, é absolvição a priori, é o extrapolamento do princípio de inocência, pois você para nossos jurista é inocente e não há nem como se provar o contrário. Quem me explica a maneira como foi liberado Palocci, Daniel Dantas entre outros. Se eles são culpados, não sei, o que incomoda é que não tem nem como saber.

Sobre o caso Sean, criticam que o menino vai receber um choque voltando para lá depois de viver 5 anos no Brasil. Alguém pensou que se nossa justiça não andasse a passos de cágado simplesmente o pai, que tem direito a criá-lo pois não abondonou o filho este foi tirado dele, nós não teríamos este problema.

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos homens, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." Ruy Barbosa, é clichê, mas é tão verdadeiro

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

É de Maria Helena que se diz

Maria Helena acordava as sete horas da manhã igual fazia todos os dias, não porque precisasse ou gostasse de acordar cedo, fazia simplesmente porque fazia aquilo há alguns anos. Preparou o café da manhã reforçado (sua principal refeição, este variava bastante, comia de chuchu a feijoada nesta refeição). Hoje ela começou fazendo uma omelete de três ovos, várias folhas de espinafre cortadinha, alguns pedacinhos de presunto, um pouco, bem pouco, de sal, um pouco de salsicha, cebolinha, e é claro, muito óleo de oliva, seu favorito. Para beber, café solúvel dissolvido direto no leite quentíssimo com um pouquinho de ovomaltine, tudo isto numa grande caneca de louça, de quase meio litro, cheia até a boca. Comeu sua refeição matinal, saiu comprou o jornal, ou melhor, os dois: Folha de São Paulo e Gazeta do Povo, voltou para casa e ficou lendo a manhã inteira. Ao meio-dia saiu, foi a um restaurante vegetariano de tempero oriental, um dos seus favoritos, apesar de gostar muito de carne de porco. Passou num empório, comprou uma garrafa de vinho chileno, encorpado e de excelente qualidade, aliás, como são quase todos os vinhos daquele país, sentou-se a mesa de um café de um amigo, comprou um dos livros que se vendia ali, e ficou a tarde inteira a ler e a beber o vinho. Ao final da tarde já tinha lido todo o livro, que era muito bom apesar de pequeno e já tinha bebido três quartos da garrafa de vinho. Pegou a garrafa que já estava arrolhada – pois cada vez que abria a garrafa era sempre o mesmo ritual, tirava a rolha, enchia a taça, e arrolhava de novo – saiu pela rua até sua casa, no caminho jogou o livro a um mendigo que dormia na calçada. Chegou a sua casa, colocou a chave na fechadura com dificuldade, pois estava um pouco tonta devido ao vinho, que por sinal colocou na geladeira, foi ao banheiro, tirou toda a roupa, sentou-se ao vaso, fez todas as suas necessidades fisiológicas, tomou um longo banho, pesou-se nua e molhada em sua balança: 68 quilos, um pouco abaixo do normal (IMC:18,8), que apesar de todas as calorias que consumia nunca engordou uma grama. Assim, nua e molhada, adormeceu seu belo e alvo corpo. Dormiu um sono sem sonhos. Antes de mais nada, naquele dia ela pensava em se suicidar. Acordou alegre e feliz no dia seguinte, como há muito tempo não sentia. Olhou seu belo corpo nu no espelho e agradeceu a Deus por tê-la feito assim. Colocou um vestido leve e bem curto, sem qualquer tipo de lingerie por baixo e blusa de lã curtinha por cima do vestido, e assim saiu para a rua às 8h15m, apesar de estar um pouco frio. Foi até a padaria na esquina oposta a sua casa, sentou-se ao balcão, tomou um café-com-leite, pão francês com manteiga, deu 10 reais e pediu para o padeiro ficar com o troco e saiu a passear saltitante como uma criança, apesar dos seus 32 anos. Andou, andou, horas e horas, passou por várias avenidas até chegar uma grande avenida. Ali entendeu o porquê de estar sem lingerie, queria fazer algo que nunca fizera na vida, que sempre teve vontade de fazer mas nunca teve coragem de realizar, e inconscientemente escolheu a menos perigosa e mais prazerosa de todas estas coisas. Decidiu fazer à segunda: transar com um desconhecido e não perguntar o nome. Achou o desconhecido, que era um homem de 58 anos, mas muito charmoso, levou-a a um restaurante caro japonês, ela fez-lhe um interrogatório, foram a um motel longe da cidade e ali transaram a tarde inteira. Não vou contar como foi, pois seu que tu, belo leitor, tens uma bela imaginação, não vou insultá-lo com esta chula descrição. Só direi que ela teve três orgasmos maravilhosos e que arriscou-se muito. Transou sem camisinha. Um mês depois descobriu que estava grávida, três meses depois descobriu que não estava com AIDS. Nasceram três filhos lindos (quem diria que seriam trigêmeos), encontrou com o homem mais três vezes, por coincidência mesmo, pois os encontros foram em locais bem distantes da cidade onde morava. Maria Helena pulou de pára-quedas, bang-jump, subiu montanha, nadou em mar aberto, foi ao Pólo Sul, comeu inseto na China e gostou, viajou para a Áustria para visitar o túmulo dos pais, e fez uma série de coisas que antes não tinha coragem de fazer. Mas nunca mudou de endereço. Morreu 63 anos depois, alegre e feliz, com 12 netos. Sendo 6 gêmeos e 6 trigêmeos. Maria Helena desde aquele que acordou alegre e feliz como uma adolescente, foi realmente alegre e feliz todos os dias de sua vida e assim morreu: verdadeiramente feliz. Pelo menos ela. Conto que faz parte de meu livro "Contos do Sótão Quente" ainda não publicado, interessados, no livro mandar e-mail para:clunkbr@yahoo.com.br

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

LUTO

Este domingo fui do céu ao inferno em poucas horas, acordei com minha feliz da vida com filhotes de pardal que nasceram no meu pé de limão. O pardal é um muito comum aqui em Curitiba, com costas cinza-amarronzado, peito em tom mais claro e barriga laranja, ficamos um bom tempo admirando a maneira como o casal de sabiás cuidavam dos filhotes que seguia a mesma regra, um sai para buscar alimento enquanto outro fica cuidando e vice-versa. Um sábado antes eu e meu cunhado nos matávamos dar risada com um casal de quero-queros que atacavam uma ave de rapina – um gavião se não me engano – que era bem maior do que eles. O resto do segui-se normal, li o jornal, almocei, comecei assistir a corrida pois gosto de Fórmula 1, torcendo pelo Rubinho, mas sempre com um pé a atrás, pois depois de 16 anos de frustração não como negar que ele é apenas um piloto medíocre e para piorar corinthiano, mas ainda assim, como é brasileiro, mesmo sem muito entusiasmo torci. Mas eis que o Barrichelo entra para o pit stop e meu telefone toca, passo para minha mãe que tinha acabado de entrar no banheiro para tomar banho pois iria sair para visitar seu irmão. Rubens Barrichelo nem tinha completado uma volta em Interlagos e minha mãe abre a porta do banheiro chorando dizendo que meu primo de 20 anos tinha morrido. A causa mortis é uma daquelas doenças cruéis que ninguém explica e que sempre trai. A família dele – apesar de tratá-lo como primo não somo parentes de sangue – por parte de pai, tem uma doença genética que faz com que órgãos do corpo inchem aparentemente aleatoriamente, a doença afeta todos os todos os membros do sexo masculino e parte das mulheres, o causou a morte do meu primo foi que inchou a garganta o trancou a respiração, quando o SAMU chegou meu primo já estava roxo e morto, segundo meus primos ele também teve um ataque cardíaco, provavelmente causado pela combinação de falta oxigênio, acesso de adrenalina pela nervosismo da falta ar e esforço em vão para chegar em casa, pois meu primo morreu na rua. Não que a doença agisse tão rápido, meu primo já tinha acordado com dor de garganta, mas como ele tinha que ir trabalhar, ele resolveu não ir ao médico pois se levasse atestado perderia a cesta básica mensal, exemplo de assédio moral, trabalhou de manhã, foi para casa almoçar – a empresa fica a menos de 50 metros da casa – voltou, no meio do caminho caiu no chão, provavelmente já tinha mudado a direção de volta a casa, pois morreu em direção a ela. Continuado minha passagem de domingo, desliguei a TV e fomos nós para Araucária, onde morava. O que se passou foi incrível, para efeito de comparação, cerca de um semana atrás foi morto um rapaz mais ou menos da mesma idade por acerto de contas do tráfico, no seu velório só tinha a mãe e os moradores da casa onde foi velado, estes visivelmente incomodados em ter que fazer aquilo. No do meu primo digo sem exagero, passou pelo menos 200, num projeção para baixo. Todas completamente tristes. Os pais dele são meus padrinhos de crisma – apesar de não freqüentar igreja alguma, fui criado como católico – e sempre uso minha madrinha como exemplo para quando vejo pessoas arrogantes com fato de ter um diploma superior ou por estar numa posição financeira confortável, se acham melhores e mais inteligentes que os outros, a estes sempre digo: “uma das pessoas que mais admiro na vida me chama Frávio”. Ele é analfabeta e com muita dificuldade consegue escrever o próprio nome, meu padrinho completou o antigo primário e meu primos apenas fizeram ensino médio, mas são pessoas fantásticas, do tipo que não se vê mais, sempre foram muito pobres, quando chegaram a Curitiba moraram na minha casa por não ter onde ir, moraram no Sabará, favela da CIC, forma para o norte do Paraná, Inajá, para trabalhar na colheita de cana, voltaram e nunca antes estavam tão bem. Pela primeira vez todos estavam empregados, minha madrinha pela primeira vez conseguiu um emprego registrado, meus primos tiveram cada um filho lindo, este que morreu tinha um menina linda de 1 ano e meio, e um detalhe. Para quem é de classe média ou tem um diploma superior, mil reais é nada, mas para quem criou 3 filhos só com salário mínimo, ganhar isto e ver os 4 filhos ganhando isto era felicidade demais. Mas como para pobres... No enterro foi triste ver o avó de meu primo, “o vô grandão como é chamado pelos bisnetos”, um senhor de 79 anos, falar: “Eu três vezes a idade de meu neto, ele foi, e eu continuo vivo”, um sobrinho de 4 anos, “o tio não vai mais acordar?” e os adultos todos chorando não souberam responder. Acho que por isto que temos necessidade de acreditar num céu, pois é duro suportar estas injustiças, como um pessoa honesta, trabalhadora, cheia de sonhos – queria cursar um universidade – pai de um menina linda, morrer de maneira tão estúpida, enquanto tantos... melhor nem falar. Minha madrinha é um das pessoas mais alegres que conheço, é raro não vela dando fartas gargalhadas, talvez não tenha mais aquela alegria. Minha esperança é que a fé inabalável de toda a família todos católicos fervorosos os ajude, por isto admiro aqueles que te fé. “Se vier me vistar, por exemplo, as quatro horas, pelo menos desde as três serei feliz” Antoine de Saint-Exupéry, autor do Pequeno Príncipe

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

DENÚNCIA: Não usem internet 3G

Não façam como eu de ser idiota de acreditar na propagandas da famosa internet móvel, “o famoso 3G”, fiz o plano da TIM, caia muito e quase o tempo todo conectava com velocidade abaixo do 50 Kbps, ou seja, era pior que discada. Mandei cancelar, não vou usar um serviço que não funciona. Como o plano incluía multa caso eu cancelasse o serviço com menos de 12 meses, fui até o Procon. Vamos a trechos da resposta da Tim:
“A área onde reside o cliente é coberta pela TIM” – novidade, se não fosse não teria pedido – “de acordo com cláusula 8.9 do termo de compromisso do SMP” – sei lá o que SMP, mas só sei que não recebi cópia disso, aliás de contrato nenhum – “as áreas atendidas pelo sistema de comunicação móvel não estão isentas a área de sombra, onde o sinal pode variar” – ou seja a culpa é minha por não saber que a minha casa é área de sombra, como se eu fosse obrigado a saber disso a priori, como sou, como a maioria das pessoas, leigo em relação a essas coisas, pensei, aqui pega celular TIM, pega internet, perguntei umas 5 vezes para vendedora, “todo lugar que pega celular pega a internet?” Siiiiiiiiiiiiim. Pois é até a vendedora estava errada. “Vale dizer que a multa cobrada quando há cancelamento do contrato antes do prazo estipulado é devida, pois o consumidor recebeu desconto ao adquirir o aparelho” – detalhe se não for para o 3G, prá que diabos eu iria querer um munimodem? E eu juro que tentei devolver o aparelho, eles que não quiserem receber de volta – “Informamos que não há regulamentação que faça a operadora ressarcir o cliente nestes caso” – ressarcimento? Eu não pedi ressarcimento, só não quero pagar multa. É claro que vou concorrer, tentarei conversar com os advogados – leia-se raça do caramunhão – é óbvio que eles não vão aceitar o que pedi, e vou recorrer no Juízado Especial Cível, espero que lá consiga a isenção da multa, mas não me surpreenderia se não me desses ganho de causa. Fala-se muito mal do dos poderes Executivo e Legislativo neste país, principalmente o segundo, mas está no Judiciário a maior fonte de injustiças: cara e ineficiente, ou seja, ela tarda e falha. O Senhor Ministro do Supremo Tribunal Federal, Sua Excelência Gilmar Mendes representa para mim o que há de pior, cheio de certezas e preconceitos e sempre com criativos na verborragia para justificar o injustificável, como no caso do Antônio Palocci. Qualquer cidadão comum para ter aberto um processo penal, basta um denúncia anônima, e apesar de concordar com o princípio constitucional de que “todos são inocentes até prova em contrário” concordo que não pode ser diferente, pois é necessário que se esclareça os fatos; mas mesmo com indício fortíssimos contra Palocci, não foi aceito o processo penal, ou seja, “todos nós somo iguais perante a lei”, mas se você é um zé ninguém como este que vos fala, você é menos igual que o poderoso. Antes de terminar o parágrafo, um nota, não usei toda aqueles títulos por que gosto do Sr. Min. do STF, mas porque tenho medo de ainda ser processado se não usar, vai saber
Mas passarei pelo mesmo processo, pois quando a gente comete um erro, para não nos satisfazermos e para provar para nós mesmos que para sermos burros só nos falta penas, temos que cometer o erro de novo. Contratei a internet da Claro, pois conseguiu ser pior que a da TIM, a primeira conectava mais lento que a discada, a da claro simplesmente nunca funcionou. E começara minha via de novo. Eu sempre falei que o mundo seria um lugar perfeito se não precisássemos nem de bancos, nem advogados, mas incluo aí empresas de telefonia. Mas ainda bem que existe as crianças, quando saí de casa vi 3 meninas, que deviam ter no máximo 6 anos, apostando corrida numa quadra de areia próxima a minha casa, elas riam as gargalhadas durante toda corrida, e mesmo a que chegou por último nenhum momento deixou de rir. Há se não fosse as crianças...
"Vinde a mim os pequeninos, pois deles é o Reino de Deus" Marcos X, 4

domingo, 4 de outubro de 2009

Inculturar

Neste domingo estive, por curto período é verdade, na parada da diversidade GLBT em Curitiba, mais conhecida como Parada Gay. Na verdade fui embora por que havia jogo de São Paulo x Corinthians pelo Campeonato Brasileiro, minha paixão futebolística, e o fato de ser jogo do clube que mais amo contra o clube que mais odeio, é difícil... Mas confesso, não consigo me sentir bem lá, não que ache que eles são superiores ou inferiores, que nojento, nada disso, simplesmente me sinto como peixe fora d’água. É como se, por exemplo, eu sendo brasileiro tivesse que viver na Tailândia, que usei como exemplo exatamente por desconhecê-la, de início irei achá-la exótica aos meus olhos ocidentais, mas é bem provável que com o tempo eu acabe me inculturando, aprendendo a língua e quem sabe até goste tanto que me case com um tailandesa, pois é, troca a Tailândia pelo mundo gay, e é assim que me sinto. Sei que isto é um defeito de minha parte, não me orgulho disso, talvez me falte este “inculturamento”. Mas muito mais importante que meu comportamento, talvez ranço da educação católica que tive, é fato de que pelo que eles lutam é justo. A coisa mais difícil na minha opinião que um governo pode fazer é beneficiar um parte da população sem prejudicar outra. Vamos dar exemplo de um lei boa, um reforma tributária, onde quem tem mais paga (contrário do que acontece hoje), pois bem a lei é justíssima, mas irar causar um prejuízo, anódico mas ainda assim prejuízo, que é do de tornar os ricos um pouco menos ricos. Ao estender todos os direitos que hoje só os heterossexuais tem – tais como: casamento civil, herança, adoção de menores, entre outros – para homossexuais não muda em absolutamente nada a vida dos héteros. Isto que eu chamo de lei perfeita, leis deste tipo deveriam ser aprovados sem pestanejar, num congresso que leis são aprovados ao ritmo de “em discussão, não havendo quem queira discutir aqueles que aprovam continuem como se encontram, aprovado” detalhe, a vírgula tem o mesmo tamanho que normalmente se dá para ela, ou seja, quase nada. Este congresso não aprova um tipo de lei como esta, aliás, este é o princípio da democracia, não precisamos concordar com a vida do outro, só deixe ele ser o que ele quiser. Realmente preciso me inculturar mais.

“Nós não somos senão mentira, duplicidade, contradição e escondemo-nos, e disfarçamo-nos a nós mesmos” Blaise Pascal

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Divagar com a h1n1!!!!

Passado epidemia acho que tenho distanciamento suficiente para falar da paranóia que tomou conta da cidade em razão desta gripe que mata menos que a outra, segundo dados recentes do Ministério da Saúde foram um total de 10 mil infectados, com menos de 600 mortes, pode parecer muito mas isto é aproximadamente o número de mortes no trânsito somente no feriadão de 7 de setembro, mas que valha a paranóia de que não se está divulgando todas a mortes que ocorreram, e que apenas 1% das mortes tenham sido divulgadas ainda assim a proporção de mortes seria de 1 morte para cada 3600 pessoas, ou seja mesmo aumentando por 100 os números oficiais, ainda assim morre proporcionalmente mais crianças antes de um ano de vida do que de gripe. Acidente de trânsito, diarréia, doenças do coração, poluição atmosférica, cocaína, suicídio, qualquer uma destas causas mata mais que a gripe nova. A diferença que nenhum destas doenças causou tantos prejuízos com tanto fechamento de comércio, destruição do meu calendário escolar que fará que minhas aulas terminem somente 15 de janeiro, e que minha faculdade não tenha papel higiênico, mas tenha álcool gel. Aliás, você sabia que Tamiflu pode causar distúrbios neurológicos? Que é proibido no Japão? E para crianças nos Estados Unidos? Que o laboratório criador do oseltamivir (componente ativo do Tamiflu) que até hoje, devido ao contrato que fez com a Roche ainda recebe royaltes por sua invenção tem como principal acionista Donald Ramsfeld, o polêmico Secretário do Bush filho responsável pela falácia da guerra do Iraque, pois é para quem era responsável pela segurança de um governo especialista em contar mentiras para botar medo nas pessoas, é bem típico. Se ninguém tivesse dado bola, esta h1n1 seria apenas mais um vírus que surgiu como aliás surgem todos os anos, estaria vacina sazonal do ano que vem, sem maiores problemas. Mas ainda assim foi divulgada, mas por que será?
"O dinheiro não tem cheiro, mas a partir de um milhão começa-se a senti-lo" Donald Ramsfeld