Lilo e Richa, de baleia, parabadá parabadá bumbumbum bambambam Estava lendo os tópicos antigos das comunidades de filosofia da UFPR, e vi um que tinha o seguinte título: “Por que não pensar em vez de comentar”. O tópico interessante sobre como se processa o estudo de filosofia no Brasil, mas a pergunta é outra: quem realmente pensa neste país? Pensando bem, a acefalia é mundial: quem realmente pensa hoje em dia? Pensar dói e exige trabalho, quem vai fazer isto na era da informação, do excesso de informações, do mastigado? Melhor aliar-me a meia dúzia de frases feitas e pronto. Por isto vemos estes absurdos como a ditadura do politicamente correto e suas contradições e preconceitos enrustidos, as falácias ad hominem que dominam boa parte das discussões do Orkut. Sem contar os rótulos, rotula-se tudo para tornar mais fácil, assim eu sou reacionário se flar que não acredito na revolução, que a igualdade entre os homens é quimera e que Marx errou em muita coisa e que não vejo o capitalismo de forma tão demoníaca assim, e que esta divisão do mundo em reacionários(direita) x revolucionários(esquerda) é muito parecida com a divisão maniqueísta bem x mal. Mas não sou reacionário. Agora se eu falar que quero uma sociedade menos desigual, que os trabalhadores deveriam ter mais direitos, já falam que eu sou comuna. Não sou comuna. Também não hipócrita, eu sei que também utilizo rótulos, que as vezes eles são necessários, e que assim como alguns preconceitos, eles surgem tão naturalmente que nem percebemos, mas isto não é justificativa para eles, deve-se fazer um exame da idéias e evita-los ao máximo. A nossa sociedade é tão cínica que alguns preconceitos são tolerados. Quem já não ouviu a expressão: “A primeira impressão é a que fica”, tem dicas de como evitar uma má-impressão. E porque criticamos tantos os argentinos, tirando a rivalidade histórica no futebol, hã algum motivo claro para os odiarmos tanto? Para terminar, já descobrir a origem do porque desta acefalia total, é que cada vez mais os geneticistas dizem que temos nosso DNA igual ao dos chimpanzés, e isto fez com que muitos acreditassem que realmente somos chipanzés. Eu não sou um chimpanzé, e assim não renuncio o meu direito de pensar. Mas porque estou defendendo a razão? Logo na Net, sendo que há muito mais páginas de pornografia mais interessante do este blog. “O homem é visivelmente feito para pensar. É toda a sua dignidade e todo o seu mérito, e todo o seu dever está em pensar direito. (...) Ora, em que pensa o mundo? Nunca nisso, mas em dançar, tocar alaúde, cantar, fazer versos, passar anel, etc... e em combater-se e fazer-se rei, sem pensar no que é ser rei e ser homem” Blaise Pascal, Pensamentos

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