FLAVIO O SAPIENTE

blog que conterá o melhor da filosofia flavística

sábado, 30 de dezembro de 2006

Inhanho Falam em democracia neste país, mas fale mal publicamente de um policial militar para você ver, vais preso na hora por desacato a autoridade. Eles podem chegar humilhando cidadão honesto, batendo, estuprando, cobrando propina de traficante, e você não pode falar nada. Houve caso em que uma “cidadã X” estava vendo sua casa sendo arrombada, ligou para o 190 e falou: “Estão entrando na minha casa agora, se vierem logo ainda pegam eles em flagrante”. Resposta da polícia: as mesma desculpas de sempre, que não vale a pena repetir. Depois que os bandidos foram embora, e felizmente, apesar de ter levado tudo que tinha de valor pelo menos não fizeram na da com ela, a “cidadã X” resolveu ligar de novo para o 190, e falou o seguinte: Acabei de matar o bandido, se quiserem vim conferi pode vir, mas já traga o IML”. Menos de 5 minutos depois os porcos apareceram, é claro que ela xingou bastante os filhos de chocadeira, (pois afinal de contas, uma pessoa como eles nem filho de puta são, porque puta é gente, eles não tem é mãe) eles a prenderam por falsidade ideológica e desacato a autoridade. Moral da história: para proteger bandido eles servem, mas defender o cidadão não tem viatura. Outro caso, o “cidadão Y” teve a sua casa arrombada e levaram 3 televisores. Quando chegaram em casa a polícia apareceu 1 hora e 15 minutos depois e a única coisas que eles anotaram foi a marca dos televisores. Todo o meu conhecimento da atuação policial em bairros de periferia me fez chegar na seguinte conclusão: ele sabiam quem roubou a televisão, provavelmente era alguém da gangue deles e eles só conferiram se o serviço foi bem feito. Sabem o que é pior, eu posso ter meu blog fora do ar por falar que tem policial que é bandido. Os malditos politicamente corretos vão me acusar de preconceito para com policiais. Como já me acusam quando falo que 80% dos funcionários públicos não trabalham, não trabalham mesmo, eu já trabalhei em repartição pública, para cada 5 funcionários, só um que trabalha, sobra para quem? Para os estagiários é claro, que ganham uma mixaria e não podem nem se efetivar. Estou com um problema com a tal filosofia contemporânea, tirando raras exceções é tudo masturbação mental. Como o Quine que falou de um ta Teave, das coisas que são Teave e não são. Meu irmão num momento filosófico criou uma palavra: inhanho, não dá para se saber o que é verdade, qual o sentido da vida, ou se Deus existe sem entender a inhanhaticidade do ser. Tem até tradução, em espanhol é iñaño; e e francês e italiano é ignagno. Profundo não. Ou uma aula que tive sobre Husserl, “porque o problema é o e, o conectivo, o mundo se organiza a casa e o carro”. Putz grila, é criar problema, é falta de ter o que fazer. Por isto que hoje filosofia é visto como algo inútil, pois com este exemplo. Assim defendo que devemos dar o baço a torcer, aceitar que a ciência venceu e assumir que o que é bom morreu com os modernos. É claro há exceções, mas a maioria é uma merda. Como não estou na faculdade vou dizer: para mim filosofia da linguagem e filosofia da ciência é masturbação mental. A primeira cria problemas que não existem, que não merecem se queimar a mufa. A segunda é uma recalcada, vem sempre depois, sempre no sentido de que querer salvar a filosofia e não interfere nada na vida do cientista, ou pelo menos não deveria, imagine o estrago que iria ser se um químico durante a criação de remédio se distraísse bem na hora de definir as doses pessoais pensando quais coisas que são Teave, quais não são. “Alguém certamente havia caluniado Josef K, pois uma manhã ele foi detido sem ter cometido mal algum” Franz Kafka, no início de O Processo

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