FLAVIO O SAPIENTE

blog que conterá o melhor da filosofia flavística

domingo, 4 de outubro de 2009

Inculturar

Neste domingo estive, por curto período é verdade, na parada da diversidade GLBT em Curitiba, mais conhecida como Parada Gay. Na verdade fui embora por que havia jogo de São Paulo x Corinthians pelo Campeonato Brasileiro, minha paixão futebolística, e o fato de ser jogo do clube que mais amo contra o clube que mais odeio, é difícil... Mas confesso, não consigo me sentir bem lá, não que ache que eles são superiores ou inferiores, que nojento, nada disso, simplesmente me sinto como peixe fora d’água. É como se, por exemplo, eu sendo brasileiro tivesse que viver na Tailândia, que usei como exemplo exatamente por desconhecê-la, de início irei achá-la exótica aos meus olhos ocidentais, mas é bem provável que com o tempo eu acabe me inculturando, aprendendo a língua e quem sabe até goste tanto que me case com um tailandesa, pois é, troca a Tailândia pelo mundo gay, e é assim que me sinto. Sei que isto é um defeito de minha parte, não me orgulho disso, talvez me falte este “inculturamento”. Mas muito mais importante que meu comportamento, talvez ranço da educação católica que tive, é fato de que pelo que eles lutam é justo. A coisa mais difícil na minha opinião que um governo pode fazer é beneficiar um parte da população sem prejudicar outra. Vamos dar exemplo de um lei boa, um reforma tributária, onde quem tem mais paga (contrário do que acontece hoje), pois bem a lei é justíssima, mas irar causar um prejuízo, anódico mas ainda assim prejuízo, que é do de tornar os ricos um pouco menos ricos. Ao estender todos os direitos que hoje só os heterossexuais tem – tais como: casamento civil, herança, adoção de menores, entre outros – para homossexuais não muda em absolutamente nada a vida dos héteros. Isto que eu chamo de lei perfeita, leis deste tipo deveriam ser aprovados sem pestanejar, num congresso que leis são aprovados ao ritmo de “em discussão, não havendo quem queira discutir aqueles que aprovam continuem como se encontram, aprovado” detalhe, a vírgula tem o mesmo tamanho que normalmente se dá para ela, ou seja, quase nada. Este congresso não aprova um tipo de lei como esta, aliás, este é o princípio da democracia, não precisamos concordar com a vida do outro, só deixe ele ser o que ele quiser. Realmente preciso me inculturar mais.

“Nós não somos senão mentira, duplicidade, contradição e escondemo-nos, e disfarçamo-nos a nós mesmos” Blaise Pascal

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