Um cara estranho Estava relendo as minhas publicações anteriores, ou melhor, passando os olhos, pois eu mesmo não tenho paciência para lê-los, e notei o tanto de mau humor que tenho. O mundo não é tão ruim assim, o problema é que ele tem problemas e eu não consigo resolver, ás vezes o mundo parece ter situações fáceis, que as pessoas não enxergam, ou há problemas evidentes que não são vistos. Já fui muito criticado por pensar diferente, já falaram pejorativamente para mim: “Vejam só, o Flávio que mudar o mundo”. Por querer um mundo mais justo, já me confundiram com comunista, e quem leu meus posts, ou me conhece, sabe que não sou. Não sou anti-comunista, antes que me perguntem, só não sou comunista, para mim vale para utopia o seu significado etimológico: “lugar que não existe”. Também não sou facista ou nazista, sou contra radicalismo de qualquer espécie, tanto os de esquerda como os de direita. Também não sou um iludido do capitalismo. Daí você pergunta: O que você é? Eu sinceramente gostaria de poder responder esta pergunta. Eu sei que sou alguém que a muito notou que é diferente, que o mundo não está adaptado a mim. Eu posso estar sendo apenas presunçoso, mas vá que sou um gênio incompreendido? A primeira característica de gênio eu tenho: “distúrbio mental”. Sou DDA, Distúrbio de Déficit de Atenção. Não é exatamente uma doença, simplesmente meu cérebro trabalha mais rápido que o normal, isto faz com que tenha dificuldades em prestar atenção em coisas “comuns’, os portadores deste distúrbio não-raramente são ditos como insensíveis, estourados, distraídos e desorganizados, e não-raro são depressivos também. Vou dar um exemplo, quando um DDA faz qualquer coisa, ele não presta atenção no que posso chamar de “pequenas coisas”, este texto eu tive que voltar várias vezes, como em todos que eu escrevo, pois eu simplesmente eu engulo palavras, e nem sempre é o sujeito da frase ou os artigos, igual a pessoas normais, são são palavras que fazem aparte da explicação, pois como tudo o que escrevi aqui praticamente surgiu instantaneamente no meu cérebro, a escrita e até mesmo a fala acaba sendo mais lento.por isto falo coisas que não percebo que falo, ou falo uma coisa e sai outra, é como se a boca não me obedecesse. Talvez isto aconteça porque até eu fala r o que estava pensando, já me veio outro pensamento. Outra coisa inacessível para a maior parte das pessoas e para mim é normal, é pensar em duas coisas ao mesmo tempo, na internet sempre estou em pelo menos em três páginas simultaneamente, o que deixa minha conexão discada um retrato do inferno, e é comum você está falando qualquer coisa em quanto caminhamos e eu digo, olha que conjunto bonito, e você dirá: “Você não está prestando atenção no que estou dizendo”. Eu juro que ouvi e entendi cada palavra que você me disse, (um sintoma DDA, eu esqueci de escrever o verbo entendi), mas um parte do meu cérebro não deixou de ver e entender a paisagem. Viram como diagnostiquei meu problema, e a cura? Primeiro não há pois não é doença, o que há tratamento para eu me adaptar ao mudo. Como fazer eu aprender coisas que eu não gosto (por isto que lógica, filosofia da linguagem e da ciência não entram na minha cabeça), a ser menos impulsivo, a ser organizado, pois graças ao meu DDA, já perdi muita coisa importante, inclusive dinheiro. No SUS eu não sei se tem tratamento, eu sou pobre, não tenho como pagar. Eu até fui no posto de saúde para marcar um consulta com o clínico geral, mas cheguei lá era 6 horas da manhã, era 9 horas não tinha sido chamado nem pela enfermeira ainda, fiquei injuriado e fui embora (entenderam?). Mas vá que eu consiga ter paciência de ficar no posto até meio dia e seja consultado pelo médico, que argumentos eu terei para convencê-lo que eu preciso de tratamento? Eu sei que sou porque pesquisei, uma professora minha me deu material para auto-diagnóstico, e tudo mais, mas como explicar sito para o médico? E se ele aceitar o SUS tem tratamento para isto? Há tanta coisa que o SUS não paga que fico sem esperança de tratamento o meu caso, sem contar que os remédio devem ser caros e eu não sei se vou querer tomar, sou paranóico com este tipo de droga. Porque escrevi tudo isto? Não sei. Só que acho que vou me arrepender por ter feito isto. Não é fácil assumir publicamente que não se é normal. Mas este blog já me prejudicou na minha inspiração, desde que comecei não consigo escrever um conto ou poema sequer, nem os que estão incompletos eu consigo acabar, nem no meu caderno de memórias eu escrevo mais. Para que? Não sei, mas continuo escrevendo enle porque gosto. “Senhor concede-me serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que eu posso e sabedoria para perceber a diferença” São Francisco de Assis P.S.: Há alguns dias atrás eu fiz o post: “Aqui jaz um coração partido”, pois bem ignorem este post. Eu bem que tentei mas não consegui desistir do amor. Estou de volta na minha luta pelo coração da mulher que amo. Eu tenho por ela amor verdadeiro, isto deve servir para alguma coisa. E como gostaria que ela fosse minha.

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