FLAVIO O SAPIENTE

blog que conterá o melhor da filosofia flavística

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Ad hoc et ab hac

Fala-se muito mal dos poderes executivo e legislativo, principalmente do último, mas considero o judiciário a maior fonte de injustiça deste nosso país, olha só a contradição, logo quem deveria cuidar da justiça é a que mais afasta o povo dela. Nossa justiça tarda e falha, é cara, dispendisiosa e assim como era frânces da burguesia no início do século 20, que servia para se diferenciar do povo, é o latim da corte. Eu não sou nenhum idiota, mas sinceramente não consigo entender boa parte do que se fala nas sentenças judiciais deste país. Penso, seu eu que tenho ensino superio completo não consigo entender o que fala nossos excelentíssimos juízes, o que dizer do pobre cidadão comum, da empregada doméstica que processa o patrão porque este tentou estuprá-la. Outra coisa que não deixa de me impressionar são os malabarismos verbais que se faz para justificar ricos e poderosos não irem a prisão. Vamos a um exemplo, se alguém ligar agora para a polícia dizendo que existe cocaína na minha casa, não passa por juíz decidir se há indícios para aceitar a denúncia, simplesmente a polícia sem pedir licença invade minha casa, revira toda ela, e no final o máximo se que eu recebo é "me desculpe" dependendo do humor do policial. Nosso adoráveis políticos e poderosos são salvos, não a mínima possibilidade de um deles ser sequer invstigado, é absolvição a priori, é o extrapolamento do princípio de inocência, pois você para nossos jurista é inocente e não há nem como se provar o contrário. Quem me explica a maneira como foi liberado Palocci, Daniel Dantas entre outros. Se eles são culpados, não sei, o que incomoda é que não tem nem como saber.

Sobre o caso Sean, criticam que o menino vai receber um choque voltando para lá depois de viver 5 anos no Brasil. Alguém pensou que se nossa justiça não andasse a passos de cágado simplesmente o pai, que tem direito a criá-lo pois não abondonou o filho este foi tirado dele, nós não teríamos este problema.

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos homens, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." Ruy Barbosa, é clichê, mas é tão verdadeiro

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial