FLAVIO O SAPIENTE

blog que conterá o melhor da filosofia flavística

sábado, 30 de dezembro de 2006

Ecce mundis, broxanctus est

O MUNDO É BROXANTE, isto é tão certo quanto 2+2=4, e sabem porque? Porque é péssimo você ver as coisas e não poder fazer nada, é a impotência em seu grau máximo, algumas coisas para se resolver que até as pombas já sabem a solução, mas nada é feito, no meu romance o personagem narrador: Daal, fala que perdeu-se o costume de pensar, o que ainda o fazem, pouco ou nada fazem pelo resto. Confesso que me encaixo nesta definição, o que me incomoda, porque eu bem que queria fazer mais, mas o problema é que eu não sei o que fazer, pequenas coisinhas eu fiz, mas a história do “leão e do beija-flor” só é bonita na fábula, porém de pouca serventia. Mas já cansei a beleza do poucos leitores deste blog com minha rabugência, deste assunto eu já falei, então vou ser específico. Primeiramente vou falar da guerra, esta que é mais irracional das artes humanas. Gostei muito deste filme que está em cartaz: “Soldado Anônimo”, pois ele não romantiza as forças armadas, pelo contrário, ele mostra que elas são exatamente o contrário daquilo que o senso-comum pensa, que na verdade no lugar da disciplina, da hierarquia, e da disciplina, o que se tem é um bando de frustrados que vêem seus rifles como extensão de seus pintos, indisciplinados e quem tem apenas um grande desejo de matar, e que toda tentativa para além disto é barrada, pois o que se precisa é isto, burras máquinas de matar, pois quem em sã consciência lutaria por uma causa que não é sua. Ainda se fosse que na época da espada, em que o rei ia na frente, não, burocratas decidem a milhares de quilômetros de distância, e a milhares de quilômetros de distância eles ficam protegidos da guerra, assim é fácil. Tá, aceito que é uma ficção, mas os recentes vídeos aqui do exército do Paraná, a os vários relatos de guerra, a cobertura da imprensa e simples razão mostra que não é tão ficção assim. Odeio militares, não há nada que mais odeie na minha vida do que forças armada e tudo que está em volta e que ela representa, e não me sinto menos patriótico por dizer isto. Outro problema é a corrupção, seria melhor se este nosso país fosse o país mais corrupto do mundo, mas não é, há piores, e esta praga é sem dúvida a pior de todas, pois ela faz aumentar muito mais o abismo social que há entre ricos e pobres, pois divide o mundo entre os que tem como corromper e os que não. Se você tem dinheiro, você compra o poder judiciário, assim, nunca será condenado; compram policiais, assim nunca será preso; compra pessoas, consciências, situações, e há quem ache isto “normal”. Para quem gosta de ciência exata, faça um comparativo entre estas duas tabelas, as de IDH da ONU, e as de corrupção da ONG Transparência Internacional, é impressionante, mas se você colocar lado a lado, as duas tabelas em ordem decrescente de IDH e honestidade, o resultado é que o todos os países ocuparão praticamente a mesma posição nas duas tabelas, é quase o espelho da outra, ou seja, a prova definitiva que há honestidade o povo vive melhor. Ta certo que não há país com IDH 1 (o que seria um país perfeito), como não há país nota 10 de honestidade. Mas o problema é um país onde o “jeitinho” é uma necessidade de todos para sobreviver, inclusive este que vos fala, é triste mais é verdade. Imagine o Brasil como seria com a honestidade da Finlândia! Para terminar a educação, esta é horripilante, mais horripilante são as teorias e ignorâncias em relação a este tema. Eu não agüento mais ver esta discussão se é Piaget ou Vygostsky, se construtivismo ou neo-construtivismo, mas o principal escapa aos dedos, que é ensinar as crianças a ler e escrever. Por sinal, é interessante que se discute muito sobre o ensino universitário e a educação infantil é colocada em segundo plano, graças a isto um universitário custa uma fortuna, enquanto começamos tudo errado, assim temos um povo acéfalo, ignorante, despolitizado, averso a leitura e de horizonte curto, e é este povo que acha “normal” o “jeitinho”. Daí me vem estes comunas com suas malditas cotas para afro-descendente, para aluno de escola pública, de baixa renda. Bobagem! Isto é sinal deste discurso contraditório deles, que pregam uma sociedade igualitária e sem classes, e na hora de agir, setorizam toda a sociedade e criam uma classe de privilegiados, nada mais de direita do que isto! Eu sempre defendo que se queremos ter um mundo melhor é primeiro fazer duas coisas: Primeiro, conhecer este mundo. Segundo, nos livrarmos de toda e qualquer ilusão, procurar sermos o mais realista possível. Assim a educação universal, pública e de qualidade deve ser nos níveis básicos, e educação das crianças deve ter prioridade máxima nas verbas, pois é nelas que ter-se-á a base para a sociedade, para tudo. Já o ensino superior, este deve ser verdadeiramente meritocrático, ensino superior para todos é utopia, deve-se valorizar na escola os alunos melhores, bem ao o contrário do que acontece agora, em que aluno gênios são discriminados na escola. Como o principal objetivo da escola é o ensino das crianças, sou contra a gratuidade total do ensino superior. Se um pai de classe média alta pode dar um carro zero para o filho que passa no vestibular, pode pagar os estudos dele. Educação de graça deve ser só para pobre, pois a educação deve reduzir o abismo social, e não aprofundá-lo, como faz o ensino de hoje. Nada do escrevi aqui sobre educação é novidade. Nada do que está aqui foi dedução só minha, o que está aqui até as pombas já sabem, e se vê que não é apenas só uma questão de falta de verbas, é falta de vergonha na cara e falta de vontade, mas... o que é feito? Porque o que se tem que fazer ninguém faz? E o que pior, eu sozinho não mudo este quadro, posso gritar, espernear, rugir, correr e não mudo. Entenderam porque o mundo é broxante? “O homem é a única criatura que precisa ser educada. Por educação entende-se o cuidado de sua infância (a conservação, o trato), a disciplina e a instrução com a formação” Immanuel Kant, Sobre a Pedagogia

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial