FLAVIO O SAPIENTE

blog que conterá o melhor da filosofia flavística

sábado, 30 de dezembro de 2006

A morte da arte

Vou querer que comece ler este post de traz para frente, leia primeiro a citação lá embaixo... não se preocupe eu espero... já leu? Ótimo, não é a toa que Hegel previu a morte da arte, pois com um objetivo nobre deste, quem cumpre? Me lembro de uma discussão que surgiu na sala sobre isto, antigamente ao olhar uma obra de arte você perguntava: Isto é belo? Hoje é: Isto é arte? Pois é, é triste mas é verdade, a preocupação com belo, com a verdade, com o superar-se a si mesmo, de sermos melhores, isto se perdeu, hoje é um nada com coisa alguma, e em todas as áreas. Não vejo uma preocupação com o fazer artístico, com o objetivo daquilo que se produz, com a idéia, com o BELO. Meu Deus, podem me chamar de antiquado, mas este deve ser objetivo primordial da arte, o BELO, é difícil? É. Eu escrevo e quando escrevendo um conto só Deus sabe o quanto é difícil, o quanto é inglória a briga com as palavras. É frustrante? É. Mas não é para ser fácil, a arte não deve ser apenas um simples entretenimento, como muitos vêem hoje, ela é mais do que isto. Nos meus contos eu não escrevo as bobagens que escrevo aqui, muito menos da maneira que escrevo aqui. Não querendo dizer que sou um grande escritor, sou apenas um mero escrevedor, mas não sou quero, sou por incapacidade, mas continuo n minha briga para me tornar capaz de fazer jus a esta arte: a de escrever. Mas para muitos a arte virou isto, uma coisa descompromissada e sem objetivo como escrever um blog de internet. “Se se quiser marcar um fim último à arte, será ela o de revelar a verdade, o de representar, de modo concreto e figurado, aquilo que agita a alma humana” Georg Wilhelm Friedrich Hegel, O Belo na Arte

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