pastel flito e lefligelante !!!!
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...Esse amor bandido (Espaço Cultural FALEC)Fui só porque um das atrizes era minha professora de teatro, e é uma pessoa fantástica, sabe aquela pessoa que está sempre de alto-astral, está sempre rindo, esta é Lubieska Berg, a vizinha ideal. A peça era sobre traição e amores entre bandidos, bem engraçada e muito boa, muito bem interpretada. Folias Machadianas (Teatro Edson D'Ávila) eu como fá de Machado de Assis, fico mais exigente sempre que há alguma coisa com ele. Tenham certeza que flaria cobras e lagartos aqui se esta peça fosse ruim. Mas foi simplesmente a MELHOR do festival, com textos do próprio machadão, sendo duas peças curtas, e dois contos, elas trazem o maravilhoso humor ácido e irônico, com interpretaçõs dignas do maior escrito que este país já produziu. O grupo de Joinvile foi muito bom.
Projeto Poe: O Corvo (Teatro Lala Schneider) O texto não chega aser ruim, mas é muito confuso, tem algumas passagens meio clichês, e algumas partes que parecem ser metrificadas, como cordel mau armado. Destaque para atuação irrepreensível de todos os atores.
Modesta Propostas Para que as Crianças de Curitiba Não Sejam um Fardo para Seus Pais ou Para sua Cidade (Cozinha do Hotel Centro Europeu, Pç Osório) Não o teatro não se chama cozinha, realmente o espetáculo foi numa cozinha, a peça trata-se de uam adapatação de conto de Jonathan Swift (As Viagens de Gulliver, que eu não li), ou seja, espaço alternativo sim, mas sem perder a qualidade. Apesar de ser um monólogo, a´peça é muito boa, trata-se de uma cínica proposta de cozinar as crianças depois de um ano de vida, e vendê-las aos burguese. De embrulhar o estômago não. Pois é daquelas peças que faz pensar o quão babacas nós somos, e da inércia em resolver o problema. Conversando com ator ele fala: "crianças morrem e o máximo que eu posso fazer é uma peça". P. S.: durante a peça ele prepara um filé maravilhoso.
A Hora e a Vez de Augusto Matraga (Teatro da Reitoria) Guimarães rosa é alguem que muito ouvi falar, mas ainda não li. Esta peça é uma adaptação de um texto homônimo deste autor, que tem Vladimir Brichta no papel principal. esta segunda vez que vejo um global no palco, a primeira foi Marília Pêra. Tenho que dizer que é muito melhor no palco que na TV. Sempre achei ele um ator no máximo mediano na tv, ams no palco ele interpretou muito bem, sem contar que ele tem uma ótima voz para cantar, o que é fundamental numa peça que quase metade é cantada. Aliás o elenco todo é muito bom, o texto é fantástico.
Adônis (Área Fitness Academia) um bom argumento, texto rezoável, elenco regular. Não é ruim mas não me empolgou, a sinopse dizia que a peça iria falar da busca pela beleza, etc. Não que não falaram, mas poderia ser uma meneira mais contudente. Bem lá tinha todas os esteriotipos de frequantadores de academia. O sarado que se acha, o sarado que tem cérebro e não tá nem aí pro corpo, a patricinha avoada e louca por grifes caras, a gordinha desesperada, e o palito que quer ter músculo. O único ator realmente ruim foi o que fez o sarado nem aí, el não interpretava, simplesmente jogava o texto. Já a patricinha avoada era muito boa. P. S.: A peça ocorreu durante o funcionamento normal da academia, onde atores e frequantadores de verdade se misturavam, o que foi uma boa.
Risorama (Clube Concórdia) Rodízio de humoristas muito engraçado apesar de besteirento, só um que foi ruim e outro razoável, o resto foi muito engraçado.
O Contêiner (Barracão) Peça que usou do velho estratagema de colocar mulher pelada em cena, o que sendo verdadeiro, elas não estavam peladas, só mostravam os seios, mas mesmo estes, ao meu ver eram desnecessários a trama. Mas a peça intercala momentos cômicos e trágicos para falar da imigração ilegal, e tem atores, (a maioria recém saídos da adolescência) muito bons, texto bem elaborado e é outra daquelas que faz a gente se sentir mau com a nossa inérica perante a um grave problema como este.
O Fantástico Mistério da Feiurinha (Teatro da FESP) Peça infantil muito engraçada, que conta a vida de Branca de Neve, Rapuzel, Cinderela, Bela Adormecida e Chapeuzinho Vermelho depois do felizes para sempre. Quando elas já grávidas e pretes a fazer bodas de prata, ficam preocupadas, porque sua amiga Feiurinha Encantado. Li este livro quando era criança, e é fatástico ver que as crianças de hoje ainda riem das mesmas coisas que eu ria quando era criança. Viva ao Pedro Bandeira (autor da história), e das atrizes e do ator que faz a história.
Pátria Armada (Teatro Guaíra) antes de flar da peça, gostaria de fazer um comentário sobre educação, o Guairão é o teatro mais elitizado de Curitiba, e tem coisas que só acontecem no Guaira, que é gente falando durante a peça inteira, e gente que insiste em não desligar o celular. Depois dizem que pobre que é mau educado. Mas vamos a peça, ela é uam peça maravilhosa que fala da ditadura na sua fase mais sombria. Intercalando musicais, projeções, e encenamentos, ela mostrou muito esta parte da nossa história sem cair em clichês.
Ataraxia (Teatro Paulo Autram) Minha definição de teatro contemporâneo. Figurinos exdrúxulos, pouco ou nenhum cenário, textos sem pé nem cabeça que há quem ache que querem dizer alguma coisa, mas não querem dizer nada, e preferências por locais que não pareçam teatro. Enfim uam combinação que dificilmente dá certo. Esta não foi excessão.